Estamos com os cérebros entupidos. O nosso cérebro virou uma central de armazenamento em pane. Informação demais, tempo de menos. Não de ideias geniais ou soluções criativas, mas de notificações, vídeos de 15 segundos, de bom dia ou boa noite, opiniões que ninguém pediu e conselhos e falsas informações até contra as vacinas que salvam vidas, e golpes da malandragem, que surgem como propaganda entre um clique e outro.
Acordamos e antes mesmo do café, já absorvemos mais informações do que nossos avós processavam em um mês inteiro. É meme, é tragédia, é dica de produtividade, é alguém dando dicas de amor dizendo pra "se amar mais" enquanto você só queria saber de saborear o seu café matinal.
Estamos congestionados por dentro. Pensando em tudo e, ao mesmo tempo, não sentindo nada. Com tanta informação, esquecemos de saborear o agora. De olhar para o céu sem procurar Wi-Fi. De ler mensagem de alguém sem já ter que digitar a resposta de imediato. De viver sem filtro nas fotos que postamos. A priori é o que acarretará ao processo cognitivo das atuais gerações quando envelhecerem ?.
A grande pergunta é, como separar o que realmente importa? A resposta talvez nem a “IA” possa ter, nem em um vídeo motivacional com aquela trilha sonora feita pra velório. Talvez a resposta esteja no simples ato de pausar, e respirar, escutar o silêncio interno. Deixar algumas mensagens sem resposta. E entender que não saber tudo o tempo todo, também é uma forma de sabedoria.
Talvez seja hora de fazer uma faxina mental. Priorizar o que nos faz bem, o que nos move, o que nos traz paz.
Porque a final, entre tanto conteúdo, não devemos esquecer que a vida real acontece do lado de fora da tela. E nela sim que vale a pena você apertar o Play…. Detalhe a internet ainda é um mundo selvagem...
Por Alfredo Guilherme
7 comentários:
Cara seu texto é uma mistura brilhante de humor e reflexão! Ele captura perfeitamente o paradoxo de criar máquinas inteligentes enquanto nós, humanos, ainda tropeçamos nas nossas próprias limitações.
Seu texto é um verdadeiro retrato da era digital em que vivemos e um alerta bem-humorado e profundo ao mesmo tempo. Ele mostra como estamos, literalmente, intoxicados por uma avalanche de conteúdo, muito bom esse texto.
Você nos convida a refletir sobre o valor do silêncio, da pausa e da escolha consciente sobre o que realmente importa consumir não só com os olhos, mas com a alma.
É um lembrete necessário e atual, às vezes, a melhor atualização não vem de um aplicativo, mas de uma boa faxina interna. E essa sim, pode trazer paz em vez de notificações. Parabéns!!!
Porque sim, a vida de verdade tem cheiro, toque, olhar e afeto, e acontece fora da tela. E não há Wi-Fi que substitua isso.
Caramba será que estamos nos esquecendo de viver o momento presente? De respirar, de contemplar o céu, de saborear o café com calma, sem tentar ser produtivos eu acho que sim… infelizmente
Você é incrível. Parabéns
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