domingo, 23 de novembro de 2025

Crônica : O Espelho e o Filtro…



          O homem inventou o espelho.... Para quê? Simples assim… Deixar você se espelhar e se ver na sua realidade.

     mulher, esse ser divino e encantador, sempre em busca da beleza eterna... Séculos depois, olhou pra o espelho e pensou… Espelho, espelho meu...  você é muito realista? Sem dúvida você até que é muito legal. Mas eu quero melhorar o que a natureza me negou ? pegou a visão ?… E, já que está disponível... bombando na era digital, porque não usar... para mudar a realidade atual do rosto nas fotos, mesmo sabendo que é tipo "me engana que eu gosto", mas é bom não ligar, e nem estar ai, o que importa é o bem estar geral.

     Estamos falando do “filtro” Que recebeu muitos obrigado meu Deus !!!!… Não o de café o outro, o que transforma o caos em claridade e juventude facial... O filtro é a vingança estética contra o espelho cruel.
     Porque o espelho mostra o que é, na real, mas o filtro mostra como gostaríamos de ser... pois, tudo seria bem melhor, se o tempo, fosse um pouquinho mais gentil não danificado tanto o nosso rosto.

     Pensando bem, o espelho foi inventado... Tipo… “Tá aí teu rosto e teu corpo... Feio ou bonito ele é todo seu".
     Já o filtro foi a melhor invenção emocional, para os tempos de exposição virtual em Facebook, Instagram ou em sites de relacionamento, quando você continua se enganando até o choque com a  realidade. E 
no encontro pessoal, com o crush ele pode perguntar...  ‘Cadê aquela pele de porcelana?’

     O filtro... Ele artisticamente, é empático...  Fica te dizendo o tempo todo... Tá aí teu rosto com mais juventude e beleza, com um pouquinho de amor próprio a mais. 

     E quem nunca acordou num dia horrível, olhou no espelho e pensou… Caramba... Meu Deus, que cara amassada é essa… Estou parecendo um maracujá de gaveta ?... Ou estou no nível uva passa de armário ?.

     Aí você abre o celular, põe um filtro, e puff!…um renascimento digital é aceito… É tipo uma bênção em alta resolução.

     No fundo, o filtro é uma poesia visual… Um... “Eu me amo” disfarçado de correção facial. Uma tentativa doce de se ver com os olhos de quem ainda acredita na juventude eterna.

     E eu não julgo. Porque, sinceramente, todos nós precisamos de um filtro não na foto, mas na vida.... Um filtro que suavize os traumas, e deixa o amor sempre no modo feliz.

     Aliás, se o amor tivesse filtro… A gente se deixava se embelezar mais, e errava com menos nitidez.

      Resumo do texto sei que ele é sincerão demais... E sinceramente? Viva o filtro! Porque se a cara tá amassada, o filtro desamassa. Se o humor tá ruim, o filtro melhora. Se a autoestima tá no chão, o filtro levanta. É tipo um balsamo, só que pra alma e pra pele.

    

     Por Alfredo Guilherme 




terça-feira, 11 de novembro de 2025

As Pequenas Coisas do Amor...

 


            O amor, dizem, é feito de grandes gestos, jantares à luz de velas, declarações apaixonadas em despedidas em aeroportos, serenatas sob a janela hoje em dia se tornou raridade ou melhor acho que nem existe mais a não ser em Conservatória cidade das serenatas no estado do Rio de Janeiro. Mas quem vive o amor sabe que ele mora mesmo é nas banalidades diárias. 

      No “trouxe seu chocolate preferido”, no “já lavei a louça”, no “coloquei seu casaco na mochila porque vai esfriar amanhã”.

      Essas pequenas coisas, tão miúdas que mal fazem barulho, são o que sustentam os grandes sentimentos. O amor não se alimenta só de versos de amor e de bons momentos, mas de rotina, e é aí que mora o perigo, quando o costume vira descuido, quando o “bom dia, sem um beijinho” vira silêncio, quando o “eu te amo” vira duvidas implicância.

      A gente se acostuma um com o outro como quem se acostuma com o sofá da sala, está sempre ali, até meio gasto, mas ainda confortável. E nessa zona de conforto, o amor vai se tornando invisível. Não porque deixou de existir, mas porque deixou de ser notado principalmente quando o outro fica com a cara na porra do celular.

     O amor é feito de banalidades. De “por que você colocou cebola no molho se sabe que eu odeio cebola? ”. É uma eterna negociação entre gostos, manias e a temperatura do ar-condicionado, e deixar de ver a novela porque tem futebol no mesmo horário em outro canal.

     O problema das banalidades é que elas são discretas. Não fazem alarde, não exigem atenção. Mas quando somem, fazem falta. É só quando o café da manhã não está pronto, quando o “boa noite” não vem, com aquele beijo de língua intenso, e aquela encochadinha pra sentir o calor do outro, é que a gente percebe que o amor também pode morrer de sede, mesmo cercado de água.

     Talvez amar seja isso, rir das falhas, colecionar esquisitices e transformar o cotidiano em algo extraordinário. Mesmo que às vezes o extraordinário seja só beber no mesmo copo a ultima cerveja gelada. 

     Pode ter certeza o amor não se mede pelo fogo do tesão, mas pelo fósforo acendendo uma vela perfumada, numa noite qualquer para dar um clima e acalentar a noite de pegação antes que o sonho nos toma por completo.

    Por Alfredo Guilherme