quinta-feira, 28 de maio de 2026

Crônica: Malvado Favorito....





      Às vezes, a vida não pede um herói de capa vermelha e de cueca por cima da calça como o Super Homem, e nem alguém com um discurso polido de auto critica. No caos desvairado dessa rotina que nos atropela sem pedir licença, ser o "bonzinho" o tempo todo é o caminho mais rápido para o esgotamento psicológico. 

     É aí que entra a necessidade de canalizar o nosso próprio "Malvado Favorito", inspirado no senhor na imagem, da ilustração, que usa seus óculos escuros como um escudo, nós também precisamos de uma barreira contra o absurdo. 

     A vida segue louca, e se aceitarmos cada demanda, cada crítica e cada imposição com um sorriso complacente, acabamos virando figurantes da nossa própria história.

​     Ser o "Malvado" não é sobre crueldade, é sobre ter  limites... Dizer "não" sem culpa... Quando o mundo exige mais do que temos para dar, o "não" é o nosso raio encolhedor contra as expectativas alheias.

     Com um estilo inabalável...
Mantendo a pose e o sorriso no canto da boca, mesmo cercado por Minions (ou problemas) que parecem multiplicar o caos ao nosso redor.

     ​Focar no próprio plano, enquanto o mundo gira em desatino, o "vilão" foca no seu objetivo, seja ele roubar a lua ou apenas garantir um pouco de paz no final do dia.

      Na  ilustração vemos uma liderança carismática em meio ao laboratório da vida. O segredo está em não se deixar levar pela correnteza. Às vezes, precisamos ser o personagem "rabugento" para proteger o que há de mais doce e autêntico em nós, aquele lado que só mostramos para quem realmente importa.

​    Aceitar a vida desvairada não significa ser passivo diante dela. Significa olhar para a loucura de frente, ajustar os óculos escuros, e decidir que, hoje, as regras quem dita é você. Afinal, todo mundo precisa de um pouco de "maldade" para sobreviver com a sanidade intacta.


     Por Alfredo Guilherme 



11 comentários:

Anônimo disse...

Sensacional! Já coloquei meus óculos escuros aqui e avisei os 'minions' lá de casa que hoje o vilão está no comando.

Anônimo disse...

Alfredo, que texto legal ! Muitas vezes confundimos bondade com permissividade.

Anônimo disse...

Kkkkkk muito legal tudo há ver ainda mais quando encontramos pessoas de caráter duvidoso 👏👏 amei só não posso falar quem é.💝💝

Anônimo disse...

Às vezes o 'não' é o único superpoder que a gente precisa para chegar ao fim do dia com um pingo de paz. Grande abraço, Alfredo!

Anônimo disse...

Texto brilhante! Me vi perfeitamente nessa descrição. Passamos tanto tempo tentando ser o 'herói' da família ou dos amigos que esquecemos que ser o figurante da própria vida cansa.

Anônimo disse...

Ser esse 'rabugento' que protege o que é doce é a definição perfeita de maturidade. Mais uma bela crônica! Meu grande amigo Alfredo.

Anônimo disse...

Alfredo esse texto na realidade é um alerta, vamos ter cuidado com palavras bonitas e boas intenções, pois existe um malvado é mau caráter por trás de palavras bonitas,👏👏 fica a dica.

Anônimo disse...

E vocês ? Qual foi a última vez que usaram seu 'raio encolhedor' para dizer um não libertador? Eu acabei de dizer um não para minha filha que usava o celular na hora da almoço familiar.

Anônimo disse...

Impor limites é, acima de tudo, um ato de preservação da nossa essência. Parabéns pela lucidez de sempre! Na suas crônicas caro amigo...

Anônimo disse...

Hoje vou ligar o botão do foda se e focar no meu plano de 'roubar a lua' (ou apenas ler meu livro em silêncio). Obrigada pela inspiração!"

Anônimo disse...

Essa metáfora do 'raio encolhedor' para as expectativas alheias foi cirúrgica.