Havana, busca perfeita de fantasias que podem ser realizadas no real e no imaginário.
Recheada de utopias diz um foda-se ao primeiro mundo, Cuba tem sonhos em carne viva.
Em busca de uma noite perfeita você tem que entrar na febre habanera e se perder na discotecas no Paseo del Prado.
Raiou o dia, visita ao santuário afro-cubano ao ar livre Callejón de Hammel, nos painéis dos coloridos murais artistas pintam paz, coragem e liberdade, mas com muito cuidado com as palavras... Na boa a maioria da população vive numa pobreza camuflada pelo regime.
Um musico que estava ali tirando onda porque ele toca nas noites lá em Malecón, onde se reúne a nata dos músicos da noite cubana.
Tirou o trompete da boca, com sorriso doce, com os dentes muito brancos que contrasta com a sua pele escura.
E disse... Vocês podem sonhar do tamanho do mundo, mas nos não, Cuba para nos cubanos é uma prisão sem grades, deu um gole no gargalo de uma garrafa de rum, e mandou bem, tocando um clássico do jazz de Duke Elington.
Desde os anos 40 a rua com o passar das horas se transforma numa artéria onde fluem os sons mais frenéticos da Rumba, e da Salsa como se fosse um ensaio de jovens e veteranos músicos.
Não tem como não deixar o corpo serpentear, se aquecendo ao som do ritmo latino da Rumba... Como dizem os cubanos dançar e como fazer amor.
O dia acabando, e você tem que ignorar o alerta de perigo do guia turístico, e ir até Molecón, uma espécie de Lapa no Rio de Janeiro, um lugar mágico onde se sente o pulsar do espírito cubano.
Jovens namoram, se refrescam nas águas, outros negociam charutos com turistas, os mais velhos tentam enganar o tempo bebendo rum e jogando dominó, varias opções de passeio marítimo...
E como viajar no tempo entre Chevrolets e Cadillacs de variadas cores.
Não fica difícil você acender um legitimo charuto cubano e percorrer estas ruas que foram testemunhas de uma revolução, com inúmeros edifícios históricos como o Capitólio, Museo de La Revolución, a fábrica de tabaco Partagás, o Hotel Ambos Mundos, onde o escritor Hemingway escreveu o clássico Por quem os sinos dobram.
O guia já está até me chamando carinhosamente de 'Papá" depois de comprar uma porrada de recordações na feira de artesanato em Plaza de Armas, vou voltar para o Hotel...
Bem sei que deixei vocês com vontade de viver essa Cuba exótica, que ainda tem muito mais para eu visitar...
Para mim Cuba é um poema sem autor...
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