segunda-feira, 11 de maio de 2026

Crônica : Zumbido Erudito...

 


       "Quem convidou esse violinista?" ele traz um novo significado para o termo "música ambiente". Claramente, estamos presenciando nestas noite quentes, o ensaio solo do mestre "Violinista da Orelha", o primeiro inseto a levar o conceito de "zumbido no ouvido" para um nível erudito.

​      Aqui estão algumas interpretações do que está acontecendo nesse recital indesejado do... "Pior Visitante do Mundo", chamado na intimidade no escuro do seu quarto de... Filho da P....!!!. Aí voçê lembra que ele também é uma criação do criador... Se desculpa, pede perdão e engole o final do palavrão.

​     Sabe quando você deita a cabeça no travesseiro e ouve um zumbidinho? Pois é. Só que dessa vez o pernilongo não quer seu sangue, ele quer o seu reconhecimento artístico. Ele não vai embora com um tapa, ele só quer que você aplauda e grite... "Bravo!!!!"... Aí sim ele se afasta já com a pança  cheia do seu sangue.

​     A... Terapia de Choque Musical, acontece quando deixamos as janelas abertas ao entardecer criamos para nós um "fone de ouvido com som natural". O grave é potente, o agudo é uma picada e o cancelamento de ruído é inexistente, já que o violinista está literalmente apoiado em seu ouvido.

​     Detalhes interessantes e curiosos sobre o Artista... 
      Nome artístico: Paganini da Dengue. 
     Repertório: Inclui clássicos como "Vou atormentar a sua noite" (em versão estendida de 4 horas) e a sonata de prevenção "Não me jogue enseticida  enquanto eu busco o Mi sustenido".

      A música é divina, mas a proximidade do palco é um pouco... incomoda, com uma picada, sugando seu sangue e a sua sanidade mental alterada... Aviso Importante...Você precisa urgentemente acender velas de citronela repelente na sua casa. 


      Por Alfredo Guilherme


10 comentários:

Anônimo disse...

​Alfredo, ri alto com o 'Paganini da Dengue'! Ontem mesmo tive um recital desses aqui em casa. O pior é que eles parecem ter um sensor: quando a gente finalmente pega no sono, vem o mestre buscar o Mi sustenido bem no meio da nossa orelha. Vou aderir às velas de citronela

Anônimo disse...

Excelente texto, Alfredo! Essa crônica capta com perfeição aquele desespero cômico das noites paulistanas de calor. O apelido "Paganini da Dengue" é simplesmente genial.

Anônimo disse...

Kkkkkkkk 👏👏👏👏👏👏

Anônimo disse...

Alfredo. Realmente, a proximidade desse palco é de tirar qualquer um do sério. Bravo! Mas sem aplausos, pra ele não achar que é bis!.

Anônimo disse...

Meu amigo kkkkk O problema é que, no escuro, a gente vira um maestro frustrado, dando tapas no ar e aplaudindo o vazio enquanto o violinista sai ileso. Mais uma crônica precisa sobre as pequenas tragédias do nosso cotidiano.

Anônimo disse...

Engolir o final do palavrão por respeito ao Criador é o auge da nossa diplomacia noturna, né? Texto leve e muito divertido kkkkkk

Anônimo disse...

Mestre Alfredo, você conseguiu transformar um zumbido infernal em literatura de primeira.

Anônimo disse...

O 'zumbido erudito' me fez olhar para o pernilongo com outros olhos... por dois segundos, até eu sentir a picada! Que venha o próximo 'show', mas de preferência bem longe do meu travesseiro.kkkkkkk

Anônimo disse...

Me desculpem mais ele mesmo um fdp kkkkkk

Anônimo disse...

​"Sensacional! Kkkk meu caro amigo ! foi a melhor definição que já li desse violinista indesejado.