terça-feira, 2 de maio de 2023

Aliteração com a letras…



Quando a aliteração é usada como no caso da letra “A”, ela pode ser chamada de aliteração nominal, paranomásia . Este tipo de linguagem literária é chamada de aliteração, é uma técnica literária que consiste na liberação de sons consonantais em uma frese ou versos com o objetivo de produzir um efeito sonoro agradável e enfatizar determinadas palavras ou ideias, no caso poemas com temas ao acaso com as letras do meu primeiro nome: Alfredo.

Letra “A”

A ansiedade aflige minha alma

Agita e amedronta minha mente
Acalmar a agitação é árdua
Aliviar a aflição é meu desejo ardente

Agarro-me às antigas orações
Apelo à ajuda dos anjos celestiais
Acredito que alcançarei a paz
Assim, acalento minha alma em tons pastorais

Ainda assim, a ansiedade avança
Agudiza o coração e os sentidos
A astúcia da ansiedade é astuta
Acalento a alma com a prece e alívio prometido

Apego-me à certeza da calma
Acredito que a angústia passará
A alma aguarda a aurora da alegria
Aclama a conquista da serenidade que há de vir em um novo dia.

Letra “L”

Lentamente a luz lunar lança seu luar
Luminoso e límpido, leve e lírico
Lembranças leves, luxuosas e lúdicas
Louvam a lua, lua lídima, luzente, lítica

Lindo é o luar, lírico e luminoso
Linda é a noite, que se faz lânguida
Lânguida a lua, que nos lisonjeia
Lisonjeando-nos com sua luz límpida

Lembro-me de lendas, de luares lendários
Lembranças que me levam a lugares lúdicos
Lugares lindos, luminosos e líricos
Lugar de luz, de amores líquidos

Lá, longe, levo meus sonhos livres
Lavando minha alma em lúdicos lençóis
Livre da lida, levo minha luz
Luminosa e lírica, como um luar de faróis.

Letra “F”

Fragrância fresca de flores
Faz fluir felicidade em meu coração
Favo de mel, fruta fresca
Família, amigos e fraternidade, forte feição

Forte é o fio que forma o tecido
Formando uma família fiel e forte
Fortalecendo os laços com fidelidade
Fazendo a felicidade fluir, fértil e verdadeira

Firme em minhas convicções, floresço
Formando amizades
Fincando as raízes
Fortalecendo a fé e a força em meus suportes

Fazendo do futuro uma fantasia
Focando na felicidade, no amor e na fraternidade
Fomentando sonhos e fábulas
Firmando no coração a fidelidade.

Letra “R”

Raios riscam o raro rio
Revelam rochas rubras, rústicas
Renasce um rico repertório
Rico em roteiros, riquezas rítmicas

Rios que rolam ruidosos
Revelam raras relíquias
Recolhendo rochas roladas
Retendo fósseis em suas relíquias

Rostos refletem raios rubros
Refletindo raios renovados
Risos rolam, rompendo o silêncio
Revelando uma rara renovação

Riqueza reluz em cada rincão
Raras rosas, ricas raízes, relíquias
Recantos repletos de roteiros
Renovam a realidade, recriam a vida com harmonia e magia.

Letra “E”

Esvoaçam as folhas ao vento
Emoções emergem em meu ser
Encantam-me esses elementos
Elevando-me em êxtase de prazer

Estonteantes estrelas enfeitam o espaço
Esplendorosas, eternas e encantadoras
Encarando o infinito, eu me enlevo
Exalando em meu coração emoções restauradoras

Elevado em estado de encantamento
Em meio ao êxtase das emoções
Emano energia, euforia e entusiasmo
Embriagado pelo encanto das sensações

Escruto a essência dos sentimentos
Embrulhando-me em espirais etéreas
Encontro um espaço de evolução
E alimento a minha alma em emoções.

Letra”D”

Dançam os delfins no delta do rio
Deliciando-se com o doce das ondas
Derramando sua doçura divina
Dando um show de destreza e harmonia

Dunas de areia dourada dominam a paisagem
Deslumbrantes e delicadas, decoram o deserto
Distribuídas como diamantes
Dando um toque de deslumbramento e descanso

Despertando da dormência, a natureza desperta
Dádivas da vida diária, dons de Deus dados
Desejando descobrir, determinando destinos
Desvendando dia após dia, destinos revelados

Desafiando o destino, determino o meu caminho
Deleitando-me com as delícias do dia-a-dia
Disposto a desvendar as delícias do destino
Descobrindo meus desejos, nós desafios dos desafios

De mãos dadas com a fé, dirijo-me
Dando a devida atenção às direções da divindade
Descobrindo com determinação, a minha própria verdade
Despertando em meu coração, uma doce serenidade.

Letra “O”

Oh, oceano, ótimo oásis de amor
Onde os olhos observam a obscuridade do horizonte
Onde os ouvidos ouvem o som das ondas
Onde os lábios se procuram em um longo beijo

Oculta-se o ouro na orla da praia
Ondulando, opulenta e ornamentada
Ombreando-se com o ondular do oceano
Onde o gosto do amor é ampliado

Olhos opalinos observam o ocaso
Onde os oceanos ondulam
Onde a onda ornada ostenta o amor
Onde o orgulho do amor é ornado

Oh, meu amor, a única opção
Orar e orquestrar nosso olhar e ocasião
Oferecer-te um oceano de amor
Onde nosso amor será ouvido em oração. 

Texto Alfredo Guilherme




sábado, 29 de abril de 2023

Ela sonhava…

 

Eu imagino que….

Antes de mim… O meu amor… Sonhava com um amor que parecia poesia, um amor que não era apenas físico, mas que também tocava sua alma.  

Ela sonhava com um amor que a inspirasse a escrever as mais belas palavras, a cantar e ouvir as mais belas canções e quem sabe pintar mesmo em pensamento as mais belas paisagens.

Ela sonhava com um amor que a fizesse sentir completa e realizada, um amor que a fizesse sorrir só de pensar no amor por vir. Ela sonhava com um amor que a fizesse sentir segura e protegida, um amor que a fizesse esquecer de todos os seus medos e inseguranças.

Ela sonhava com um amor que a compreendesse sem que ela precisasse explicar, um amor que a aceitasse exatamente como ela era. Ela sonhava com um amor que a fizesse crescer como pessoa, que a encorajasse a ser melhor a cada dia.

Ela sabia que seu sonho era grande e talvez difícil de ser alcançado, mas ela continuava sonhando, porque acreditava que um amor assim era possível. E enquanto sonhava, se enchia de desejos e tesão, esperando um dia encontrar o amor que inspiraria a total felicidade em sua vida… Ela sonhava


sexta-feira, 28 de abril de 2023

O mar na poesia…


O mar tem sido uma fonte de inspiração para poetas há séculos. Sua imensidão, poder e beleza são temas recorrentes em muitas obras literárias.

Desde as poesias épicas dos antigos gregos, que celebravam o poder do deus dos mares, Poseidon, até as obras mais contemporâneas de poetas como Pablo Neruda e Cecília Meireles, o mar tem sido um tema constante na poesia mundial.

Muitos poetas usam o mar como uma metáfora para explorar temas como amor, solidão, liberdade e a busca por significado na vida. Alguns veem o mar como um símbolo de esperança e renovação, enquanto outros o retratam como uma força perigosa e imprevisível.

Independentemente do ponto de vista, a poesia sobre o mar continua a nos cativar e nos transportar para um mundo de beleza e maravilha.


O mar, imenso e profundo,
Desafia o horizonte distante.
Sua vastidão azul é um mundo
Que se expande a cada instante.

Ela caminha na praia,
Observando as ondas do mar.
Seus pensamentos à deriva,
Como a água a se deslocar.

O amor, que é doce e ardente,
Também desafia a imensidão.
É um sentimento tão envolvente,
Que preenche o coração.

Ele a vê caminhar na areia,
E sente seu coração vibrar.
Ela é como uma sereia,
Que o faz se encantar.

Juntos, eles formam um laço,
Que nem mesmo o mar consegue desfazer.
Um amor forte como um abraço,
Que os faz se completar e viver.


Texto : Alfredo Guilherme


terça-feira, 4 de abril de 2023

Inspiração…



   Me perguntam como eu pinto ?,  eu não tenho exatamente uma regra arrumada é racional a minha pintura vem da emoção vem do movimento, inclusive do meu corpo levado pelos movimento dos meus braços e nos meus do gestos eu percebo que a criatividade toma conta de mim refletindo nos meus punhos, se conectando com a ponta do meu pincel… Eu não sei explicar mas é nestes movimentos entre pinceis, tintas e a tela no cavalete, é que saem coisas que às vezes me surpreendem, surgem coisas que eu não mas havia pensado, outras vezes sim, é um mistério... Que vem de dentro de mim...  Esse sou eu…

Alfredo Guilherme 






sábado, 4 de março de 2023

Procura….

 

Por : Marta Solyszko

 Procura 

Busquei e não encontrei você 

No escuro da noite

Movi os braços para um espaço vazio

Abri as mãos e dentro delas

Não coube uma outra mão

Esperei em silencio

Nada aconteceu

Ouvia seu respirar de bicho dormindo

na caverna que te servia de abrigo 

não havia espaço pra mim

A noite corria mansa

Havia luz  fora

Gente acordada como eu

Só você não via

Os braços movendo no vazio

No escuro da noite procurando você.







quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

É só um causo...


      Muito viajado e com muitos conhecimentos na cabeça pois é assim que o João Antunes, conhecido como Joca, para os amigos e familiares, com os seus 95 anos no lombo, não aceita de jeito nenhum ser reconhecido como a (ONU) classifica as pessoas, acima de 90 anos, como “Velhice Extrema”. 

     Joca é totalmente lúcido, isto é até que alguém pergunte pelas inocentes bobagens que ele cometeu na sua juventude principalmente na sua iniciação sexual, em cima de um cupinzeiro no pasto da fazenda, acochado com a mansinha vaquinha Gertrudes. Digamos que ele era apaixonado, anos se passaram e não se emendou, foi pego atrás da moita com uma tal de Mariazinha dos Anjos, esse e  outros tantos acontecimentos certamente não tiveram o perdão do Pároco da Igreja local. Mas se tentarem tirar dele as verdades sobre essas e outras safadezas cometidas, por conveniência, na hora ele se torna surdo e desmemoriado dos fatos ocorridos. Até hoje, ele não gosta de dar razão a ninguém quando se dispõe a contar um dos vários “causos” que aconteceram no decorrer da sua vida na roça no interior de São Paulo, neste caso ele diz... Uai, fazer feio pur que?

     Com as brasas do churrasco fumegando na churrasqueira e uma fogueira esquentando a noite, Renato, neto do Joca estava feliz por presentear no dia do aniversário dele um ambiente parecido com o que ele ainda vive na fazenda da família, com muita dedicação ele decorou o jardim da sua casa em um bairro nobre da capital, conseguiu reunir quase toda a família e amigos mais próximos, iluminou o ambiente com vários lampiões no espaço dedicado a festa, que em poucos minutos adquiriram ares do campo, ficaram rodeados de mariposas e um enxame de pernilongos fazendo plantão prontos para atacar se não fossem as abençoadas tochas de citronela serem acesas com certeza os convidados seriam devorados por eles mais ficaram só na vontade.

     Os convidados se divertiam, ao som da viola e uma sanfona de oito baixos, da dupla sertaneja Vicentino e Vicente, só ao som de músicas de raiz sertaneja. Em um dos intervalos musical, para os músicos molhar a garganta com uma prestigiada cachaça de alambique e um velho whisky que o velho Joca, fez questão também de dar um bicada, mais antes, jogou fora as duas pedras de gelo do copo, mas deu mesmo preferência a boa cachaça que continuou tomando sentado em um toco de madeira a beira da fogueira.

      Inesperadamente, o Joca se levantou arrumou a calça na altura da cintura bateu com a sola da bota no chão por três vezes, deu uma longa baforada no cigarro de palha como vocês sabem é o cigarro preferido dos matutos, enquanto a fumaça saia da sua boca e nariz seu rosto ficou parcialmente encoberto, ele falou, com um sotaque de tons e expressões de quem nasceu e viveu na roça, mas sabia como ninguém prender atenção dos ouvintes com a sua narrativa...

      - Se eu fala dimais, oceis avisa, que eu paro e mandu oceis pá merda, fico aburrecido e voumi embora... Dizendo isso fez questão de olhar no rosto de cada um que estava na roda da fogueira, atentos a sua fala ele desembuchou a contar o “causo”…

      - Tudo acontece quandu o compadre me fez um pedido, na viage qui fui no lombo da minha égua Ventania, até a capital e depois dei uma esticadinha até no alto da serra lá na cidade hoje histórica de Paranapiacaba, uma belezura de cidade fundada pelos ingleis, que pela sua belezura, já paga tudos atropelos da viagem, onde fui pra cumprar algumas coisas pra fazenda, e cumprei, pur incomenda num botequim ingleis na tar cidade, um whisky estrangeiro qui é da marca desse se eu não tô enganado, qui oceis tão tomando agora. Eu, eu nem acreditei quando cheguei lá, a cidade é uma grande garagem de ferro cercada por casas de madeiras, inté os telhadu também, mas tudo com maió conforto, mais rodeada de morros pur tudo quanto é lado, com um tenebroso cemitério lá no alto do morro na entrada da cidade, e no único lugá plano desse lugá, tem uma parada de trem em meio à um emaranhado de trilhos com vagão de trem parados por tudo lado, e tem uma torre alta cum relógio lá na ponta, grande demais com os ponteiro maior que a minha perna, dizem qui é iguarzinho ao que os gringos tem lá nas europas em Londri, bunito de mais da conta, pra falar a verdade e pra encurtar a prosa, foi nu meio da cerração qui toma conta da cidade sem a gente esperar, já anoitecendo foi que caminhando eu olhei vindo na minha direção na ponte que corta o lugá a mais bela donzela da cidade a Valdete, tudo nela era uma buniteza me enamorei de cara... Nesse instante um não muito discreto riso partiu de algum dos convidados que estavam em volta da fogueira... 

      -  Num ri não pessoár tô falando a verdade... Ela foi dexada cum 3 anos na cumpanhia de estranhos até ser adotada, ela é avó desse meu neto querido o Renato, que tá me dando esse prazer nessa noite. O padrasto dela entendia muito de trem e estrada de ferro, e quem entende de amor no pasto, (🐮), ou melhor dizendo no mato sô eu, ora essa ! depois de uns três dia no convencimento que eu tinha que casar, não tive resposta arguma dos pais, na urtima noite lá hospedado na casa dela eu, não consegui durmi, fiquei matutando a noite toda e no que amanheceu, oiando pro sol, que saia por detrás das muntanhas cosei o queixo um tempão já desacorçoado da vida, com o qui tava acuntecendo cumigo dispois entendi, foi inté bem feito pra mi insina a deixá de sê besta. Num dei ouvido pra nenhuma recumendação mais dos pais dela, e muito antes de que o primeiro galo cantasse tomemos o café e de bucho cheio resorvemos fugi, muntamos no lombo da égua Ventania que não estava aceitando muito bem, picar a mula, com dois por cima dela, contrariada tive que meter a espora na malandra porveis ela esquecia que quem manda na rédea e quem tá muntado nela, mais antes de muntar na danada, eu tava esquecendo falar, de raiva a Ventania empinou, relinchou e mijó bem nos pés de nois dois, bom, aí peguemos a trilha mata a dentro, nem o piado agourento da coruja nos íntimo, encaramu uma cerração danada úmida e quente e pegajosa de vez em quando passava flocos grandes de neblina soprada pelo vento gelado por demais, que dava a impressão que eu tava cavalgando dentro de uma nuvem, foi uma vorta preguiçosa com muito atoleiro, e mata fechada pra atravessá foi muito cansativa a viagem, até São Paulo onde fiquemos por 2 dias descansando, pra seguir viaje até na fazenda, o tempo parecia não querer passar, foi mais de 5 dias nessa jornada.

      - Vivemus com muito carinho por anos e anos, hoje a minha amada esposa descansa em paz, mais já sabendo que vai ter que me aturar eternamente quandu eu partir daqui desse mundo…

      O anfitrião seu neto zombeteiro que só,  interrompeu a fala do vozão  perguntando? - Diz pra nós a verdade… Quem mijou foi a égua Ventania ?, ou o senhor de medo de tomar um tiro nas ventas pelo que o senhor fez, uma coisa eu sei que avô sempre contava pra nós quando crianças, que o senhor se borrava todo pois morria de medo de arma de fogo… 

      O velho Joca suspirou fundo, levantou-se de novo do toco de árvore que acabará de se sentar e como se ainda estivesse contando o “causo”, novamente ficou em pé escondendo o rosto debaixo da aba do chapéu, acendeu outro cigarro de palha apertou nos dentes deu uma tragada sem levantar os olhos para o neto e respondeu…   

       - Todo mundo sabi qui tenho medo de armad’otro mundos e de arma de fogo, isso eu nunca neguei, agora se continuá me cutucando nas perguntas, vai me zangar, mas vou responder, foi a égua Ventania que mijó, seu bostinha de merda, e pra compretá saiba qui num tenho medo de fio da puta ninhum! e te digo mais a arma mais forte de um homem e a palavra cumprida...

      Os convidados riram muito com a resposta do Joca, para o seu neto, mas percebendo que a temperatura ia subir os músicos começaram a tocar novamente as modas sertaneja deixando a noite de festa ainda mais agradável regada de muita cachaça e cerveja e um churrasco de primeira, pois o velho e famoso whisky já tinha acabado, e a alegria se estendeu noite a fora com o Joca tentando convencer o neto a trocar um lote de garrotes pelo o que ele chamou de o máximo de conforto pra viajar o carrão do neto, uma SUV novinha em folha...


 Por : Alfredo Guilherme 

 


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Um… Amante…



Por : Marta Solyszko

            Um amante de evento....


            A cada dois anos se encontravam num país e cidade diferentes para viver uns poucos dias de saudades guardadas, conversas frouxas e silêncios perdidos em abraços e beijos carregados de distância. Ela chamava isso de amante de evento. O último foi num país de neves, flores nos vales, riachos correndo mansos e montanhas e de deslizamentos por declives amorosos foram os dias que duraram o evento. Ela chegaria de avião e ele foi de trem encontrá-la no aeroporto. Voltariam juntos para acidade de onde ele veio. Pensou já ter visto esscena em algum filme. O trem chegando na estação e ela segurando a mala e o casaco  esperando pelo abraço, um abraço de bicho no cio, sem saber se passava a mão nos seus cabelos ou no seu rosto, se apertava suas mãos, acarinhava sua face, ou se esperava ser suspensa no ar e rodopiar, como vira no filme. A saudade era tanta que esqueceu das montanhas, da neve que não havia em seu ensolarado país, das flores nos valesdos riachos lerdos e das gentes que passavam pela estação. 

         Abraçados respiraram, comeram, andaram, conversaram e quase não dormiram por uma semana. Se desenroscavam porque no evento cada qual tinha uma tarefa diferente. No mais do tempo era só amor e devoção. E a semana pulou dias no calendário para ter acabado tão rápido. Nunca os dias tinham sido tão lentos e as noites tão rápidas para tantos abraços, curtidos no caldo de profundos silêncios e ansiosas esperas de  intermináveis dias e meses, sempre muito mais longos pra ela que para o resto dos mortais

         O evento chegou ao fim e a semana também. Enquanto o trem corria entre montanhas, neves, flores e doces riachos, ela decidiu que não queria mais esperar por abraços segurando a mala e um casaco em uma estação de trem e nem em um aeroporto de um país qualquer. E nunca mais se encontraram.

 

 





segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Entrelinhas…


        Mandar mensagens perguntando qual seria a boa para o final de semana ?. Você acha necessário?. Ok, então quem sabe curtimos a sua energia que nos equilibra, desde a nossa primeira vez, quando sentimos vibrações de outras vidas a nos envolver, tipo um carma, e você me perguntou… - Será ?... Dizem que tem pessoas com sorte no jogo e no amor, eu até concordo, com a gente a sorte veio pela metade, só com o amor, mas com reservas de felicidade, nada de rejeição sem pensamentos opostos muita compreensão até mesmo quando eu perco a noção, e subo tom da voz ou exagero no humor que as vezes é irônico, quando eu me guardo na tristeza, mas você sabe como me acolher com momentos de alegria e nunca viver por viver, mesmo ainda não tendo tatuado seu nome no meu braço...    

       Hoje penso menos e quero viver mais, relaxar me encuca, mas só de te olhar me dá tesão, você me provoca me faz sentir especial, acordar em você e dissolver o ruim é fortalecer o que é  bom, amo quando você pira de desejo e me devora, sei que esse amor vai durar enquanto buscarmos emoções, agora se vai durar além da vida, eu não me importo, que tudo continue a ser muito louco e lúdico em vida, sempre  parecendo que tudo está começando a cada dia que se inicia, nas entrelinhas da vida…. 


Por Alfredo Guilherme

 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Engajado....


        Intimidade escancarada, amor democraticamente engajado. Pega essa visão... Amor e o que você olha dentro de você, não o que você enxerga com a sua visão... O que se escreve nas mensagens, é só conteúdo que talvez não  possa existir fora do WhatsApp. Não pode haver broqueio... Chame apenas amor, que eu serei todo seu... É incrível e sábio ter a competência de sair da zona de conforto e viver o ver de outra pessoa, e se sentir um aprendiz de novo, isso faz parte do processo de autoconhecimento que deve ser registrado com uma câmera fotográfica tanto as retas e curvas e passar de fotografo a ser fotografado... Ver ao abrir os olhos pela manhã a felicidade a sua frente, depois de ter se lançado noite a fora aos braços do infinito prazer, e criar um novo mundo abrindo caminho pela matéria bruta da vida, e como se lançar em um mergulho, mesmo não estando perto do mar... Ter no olhar um tom de qualquer de cor brilhando... Um cantinho irá bastar, mesmo sem televisão e internet, só uma varanda ocupada pela brisa do mar e pelo canto dos passarinhos, e folhas caindo dos galhos balançante ao vento, e uma conexão muito forte com a mais pura essência, e com um único sentimento para se sentir o prazer total da superação... Pegou a visão ?   



terça-feira, 17 de janeiro de 2023

É assim que...

 


Ter o dia cheio de poesia. Em areias claras. 

Pode ser em Trancoso ou Cabo Frio. Tanto faz.

Bebendo cerveja no calor do seu corpo.

Dançar, se apaixonar ainda mais, onde e quando não vai importar. 

Ter a energia que isola o pensar. Aí as coisas acontecem.  

É mágico. Deixar soar como ousadia ao se despir, de repente, tudo isso faz sentido. 

Mesmo fazendo a cada ano tantos anos a mais. Me acho adolescente só porque estou gostando mais da vida ao seu lado. 

Quero você arrepiando o meu cangote, explorando a potência dos nossos corpos, sentindo a força do amor que é libertador.

Nosso corpo é um templo que vai abrigar eternamente esse amor... 

 



Esse é o nosso Brasil. !!!!


     Podem esfaquear Di Cavalcanti, podem esquartejar Brecheret, podem quebrar esculturas, estilhaçar os vasos de porcelana rara, mas não podem quebrar a arte.

       Não podem meu Deus, destruir o conhecimento, não, não podem...

       A Arte, estilhaça os pensamentos, estilhaça as verdades, nos colamos nós restauramos o caos em forma de beleza e é isso que faremos, nós faremos a arte com o que sobrar nós daremos ao caos forma de beleza, meu Deus...


Por donafernandona