segunda-feira, 12 de agosto de 2024

O Amor pode acontecer…

         


     A vida, com suas voltas e reviravoltas, nos oferece constantemente novas oportunidades, e o amor é uma das mais belas. Para aqueles que já caminharam longos trechos da estrada da vida, um novo amor pode surgir como uma brisa suave, uma renovação da alma e do espírito.

    Quando os cabelos já começam a mostrar os sinais da sabedoria adquirida com o tempo e os olhos guardam histórias de décadas, encontrar um novo amor pode parecer um milagre. Mas é exatamente nesses momentos que a magia da vida se manifesta de forma mais intensa. É como se o universo dissesse que nunca é tarde demais para se apaixonar novamente.

    Ao contrário dos amores juvenis, cheios de impulsividade e descobertas, o amor na vida avançada vem com a serenidade de quem já conhece os próprios desejos e limites. Ele não é menos intenso, pelo contrário, é um amor que sabe apreciar cada momento, cada gesto, cada palavra. É um amor que valoriza o aqui e agora, sem pressa, sem urgência, mas com uma profundidade única.

    Quando um novo amor acontece nesta fase da vida, ele traz consigo a beleza das segundas chances. É a oportunidade de viver tudo o que ainda não foi vivido, de compartilhar sonhos que ainda não foram realizados e de construir novas memórias. É a chance de caminhar lado a lado, com cumplicidade e respeito, sabendo que o tempo é precioso e deve ser bem aproveitado.

    As experiências passadas tornam-se aliadas e não fardos. Elas enriquecem o relacionamento, trazendo maturidade e uma compreensão mais profunda do que realmente importa. O novo amor é acolhido com gratidão, e cada dia é celebrado como um presente.

    Sim, a vida já avançada e o amor podem caminhar juntos. Quando um novo amor acontece, ele não apaga o passado, mas o integra de forma harmoniosa, construindo um presente mais rico e um futuro cheio de promessas. É a prova de que o coração humano é infinito em sua capacidade de amar, e que nunca é tarde demais para se entregar a um novo capítulo de amor e felicidade.


Por Alfredo Guilherme 

  


        
Cada página deste blog, seja um convite para explorar novos mundos, encontrar inspirações e reforçar o laço com a leituras. Alfredo Guilherme






sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Crônica: O Amor que Ficou no Passado...

 


       Porque se ausentar de um futuro amor quando se quer viver um amor que não existe mais e ficou no passado? Será que vale a pena? Essa pergunta, carregada de sentimentos e dúvidas, ecoa na mente de muitas pessoas que já amaram e perderam.

       Vivemos em um mundo onde o passado frequentemente sussurra memórias doces e amargas em nossos ouvidos. Às vezes, essas lembranças são tão intensas que nos paralisam, impedindo-nos de seguir em frente. A nostalgia pode ser uma companheira traiçoeira, convidando-nos a revisitar momentos que, por mais perfeitos que parecessem, pertencem a um tempo que não voltará.

       É natural sentir-se preso a um amor que marcou profundamente. Aquele sentimento avassalador, as risadas compartilhadas, os olhares cúmplices... tudo isso compõe um mosaico de recordações que parecem insubstituíveis. Mas a verdade é que, por mais tentador que seja reviver esses instantes, viver no passado nos priva da possibilidade de novas experiências e novos amores.

       A ausência de um futuro amor em prol de um passado idealizado é um dilema. A saudade do que já foi pode nos cegar para o que pode ser. Cada amor é único, com sua própria magia e desafios. Ao nos fecharmos para o novo, estamos também fechando a porta para a evolução e o crescimento pessoal que cada relacionamento traz.

       Há uma beleza em permitir-se amar novamente. Um futuro amor não precisa ser uma réplica do passado, mas sim uma nova história, com suas próprias surpresas e momentos inesquecíveis. A vida é uma constante renovação, e cada dia traz consigo a promessa de um novo começo. É nesse recomeço que reside a esperança e a chance de construir algo ainda mais significativo.

       Viver preso a um amor que não existe mais é como tentar segurar água com as mãos. Por mais que tentemos, ela sempre escorre entre os dedos. Em vez disso, por que não abrir as mãos e permitir que algo novo preencha o espaço vazio? Cada cicatriz que carregamos é uma lembrança de que sobrevivemos, de que estamos prontos para amar de novo, de uma maneira mais sábia e profunda.

       Portanto, a resposta à pergunta inicial talvez seja simples, não, não vale a pena ausentar-se de um futuro amor por um passado que já se foi. O passado é um professor, mas o presente é a nossa realidade e o futuro, a nossa oportunidade. Abrace-o, permita-se sentir, arrisque-se a viver novas histórias. Afinal, o amor é eterno em suas possibilidades, e sempre há um novo capítulo esperando para ser escrito.

       Por Alfredo Guilherme 



   Cada página deste blog, seja um convite para explorar novos mundos, encontrar inspirações e reforçar o laço com a leituras.  Alfredo Guilherme






Conto Contado: Artista de Rua…



        No caos vibrante da cidade, entre a pressa dos transeuntes e o som constante dos carros, Gael encontrava seu refúgio. Era ali, nas ruas movimentadas, que ele expressava sua arte, pincelando com maestria os detalhes do cotidiano. As cores em suas telas refletiam a vida que passava diante de seus olhos, cada quadro uma nova história, um momento capturado.

       Gael era um artista plástico de rua. Ele se posicionava estrategicamente em uma esquina movimentada, onde a variedade de rostos e expressões lhe oferecia uma fonte inesgotável de inspiração. Com suas mãos habilidosas, transformava o ordinário em extraordinário, cada pincelada um testemunho da beleza escondida no cotidiano.

       Uma tarde, enquanto pintava um retrato de um velho músico de rua, Gael avistou algo que mudaria sua vida. Entre a multidão apressada, ele viu um rosto que o fez parar. Era uma mulher, com um semblante iluminado por uma beleza serena e indescritível. Seus olhos carregavam um mistério, e seu sorriso era um convite ao desconhecido. Gael sentiu uma conexão instantânea, uma necessidade ardente de capturar aquela imagem na tela.

       Com o coração acelerado, Gael começou a pintar. Cada movimento da mulher, cada expressão, um leve sorriso com o canto da boca seu olhar era rapidamente transferido para a tela. Ele desejava capturar não apenas sua aparência, mas a essência de sua beleza, a história que seus olhos contavam. No entanto, a mulher depois de uns minutos, continuou a caminhar, bem devagar misturando-se à multidão, tornando-se parte do fluxo incessante da cidade.

       Desesperado para não perdê-la de vista, Gael tentou acompanhá-la com o olhar, mas em poucos instantes, ela desapareceu na massa de pessoas. Ele se sentiu como um poeta que perde as palavras no momento crucial, um músico que esquece a melodia. No entanto, a breve visão daquela mulher tinha deixado uma marca indelével em sua mente e em seu coração.

       Nos dias que se seguiram, Gael voltou ao mesmo lugar, esperando vê-la novamente. Ele pintou dezenas de rostos, cada um com uma sombra da mulher que havia visto. Cada tela era uma tentativa de recriar aquele momento, de encontrar novamente aquele olhar. Ele perguntava aos passantes se a tinham visto, descrevia-a com detalhes, mas ninguém parecia conhecê-la.

      O tempo passou, mas a imagem daquela mulher continuava a inspirar Gael. Seus quadros, agora mais profundos e emotivos, atraíam a atenção de muitos. As pessoas se sentiam tocadas pela paixão e pela saudade que ele imprimia em cada obra. Gael havia se tornado um artista reconhecido, mas o vazio deixado pela mulher desconhecida ainda o acompanhava.

      Uma noite, enquanto Gael recolhia suas coisas após um longo dia, uma jovem que havia comprado tempos atrás uma das várias telas com o rosto da mulher que ele se inspirava, a jovem se tornou sua admiradora, se aproximou. Segurando a pequena tela nas mãos. Era o retrato da mulher que ele tanto buscara. Já sabendo da história ela perguntou com um sorriso …"Você a encontrou ?"…

      Gael, surpreso, explicou desta vez em detalhes sua história, a busca incessante pela mulher que inspirara sua arte. A jovem sorriu e disse: "Ela é minha prima, viajou para o exterior pouco depois que você a viu. Conversei com ela a respeito de sua história. Ela mandou essa carta para te entregar. 

      Com mãos trêmulas, Gael abriu a carta e leu as palavras que sua musa havia escrito. Ela explicava que, embora tivessem se encontrado apenas por um momento, aquele encontro também a havia marcado profundamente. Ela reconhecia a beleza de sua arte e esperava que ele continuasse a pintar com o mesmo amor e paixão.

      Gael sentiu uma paz profunda ao ler aquelas palavras. Sabia que talvez nunca mais a veria, mas seu breve encontro havia dado um novo propósito à sua arte. Continuaria a pintar, a capturar a beleza do cotidiano, sabendo que em algum lugar, sua musa também o lembrava com carinho.

      Assim, Gael se tornou não apenas um artista de rua, mas um contador de histórias, cada tela uma homenagem à mulher que transformara sua visão do mundo. E mesmo que nunca a visse novamente, ela viveria para sempre em suas cores e pinceladas.


       Por Alfredo Guilherme 



segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Crônica: O Encanto de um "Eu Te Amo."..



        É curioso como três palavras podem carregar tanto peso, tanta emoção, tanta vida. “Eu te amo” é uma expressão simples, mas que ao ser pronunciada, tem o poder de transformar momentos comuns em algo extraordinário.

       Eu, particularmente, não me importaria de ouvi-las a qualquer hora. Na correria do dia a dia, entre as tarefas que nos absorvem e as responsabilidades que nos cercam, essas palavras são como um oásis no meio do deserto. Elas têm o poder de aquecer o coração mesmo nos dias mais frios, de trazer um sorriso mesmo nas horas mais difíceis.

       Imagine a cena, você está no meio de uma tarde qualquer, preso em uma reunião interminável ou no trânsito caótico. Seu celular vibra. Uma mensagem. Abre a notificação e lá está: “Eu te amo”. Simples assim, sem contexto, sem explicação. Apenas uma declaração pura e sincera. E de repente, todo o estresse do dia parece se dissipar. Porque essas três palavras têm o poder de nos lembrar do que realmente importa.

       Essas palavras são mais do que uma declaração de amor. Elas são um lembrete de que somos importantes para alguém, de que somos amados. Em um mundo que muitas vezes pode ser frio e impessoal, saber que há alguém que nos ama é um conforto inestimável. E essa certeza não precisa de hora marcada para ser reafirmada. Pode vir pela manhã, ao abrir os olhos para um novo dia, ou à noite, antes de dormir , como um sussurro aconchegante.

       Eu me lembro de uma vez em que estava enfrentando um dia particularmente difícil. Tudo parecia dar errado, e eu me sentia sobrecarregado. E então, no meio daquela tempestade de problemas, meu telefone tocou. Era uma ligação rápida, quase sem propósito, da minha filha, com apenas 9 anos, na época, mas ao final dela, ouvi um “Eu te amo”. E foi como se o sol tivesse rompido as nuvens escuras. Aquele dia, que parecia ser interminável, ganhou um novo brilho, uma nova esperança.

      “Eu te amo” é mais do que palavras. Não importa quem está falando. É uma promessa, uma afirmação de que alguém está ao nosso lado, independentemente de tudo. E na imprevisibilidade da vida, onde as coisas podem mudar em um piscar de olhos, ouvir essas palavras é como um ancoradouro seguro em meio a um mar revolto.

       Não importa se estamos em um relacionamento novo, onde cada “Eu te amo” é uma descoberta excitante, ou em um relacionamento longo, onde essas palavras se tornam a confirmação de uma parceria sólida e duradoura. O impacto é o mesmo. Elas nunca perdem a magia, nunca se tornam banais.

       Portanto, eu realmente não me importaria de ouvi-las a qualquer hora. Porque cada “Eu te amo” é um lembrete de que, apesar de tudo, somos amados. E isso, para mim, é um presente que nunca perde seu valor.

       Assim, fica o convite para que usemos mais essas palavras. Que não esperemos ocasiões especiais para dizer o que sentimos. Porque, afinal, um “Eu te amo” pode ser exatamente o que alguém precisa ouvir para transformar o seu dia, ou até mesmo sua vida. 

        Por Alfredo Guilherme 


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sexta-feira, 2 de agosto de 2024

CASUAIMENTE EU DIGO...

       


       O BEIJO...

       O beijo é além do contato dos lábios, É um roçar suave das almas, calmas e sábias. Para mim, não há nada mais excitante, Que um beijo dado com sentimento vibrante.

       Com carinho, amor, ele acende o fogo, Deixa em chamas o coração, cheio de desejo, paixão e ternura sincera, Uma dança íntima que nunca espera.

       Os lábios tocam, mas é a alma que sente, O calor crescente, a emoção presente. É um encontro de corpos, um elo profundo, Um gesto simples que transforma o momento de corpos a fins.

      Cada beijo é único, um momento eterno, Que marca com tatuagem o coração, com sensações, de amor que nunca cessa, Deixa em chamas a vida, para uma entrega ao prazer sem pressa.


       Por Alfredo Guilherme 

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           Etéreo em real...

 Amor, à primeira vista. Mesmo de longe, mesmo virtual.

Seu sorriso é luz que persiste. Transformando o etéreo em real.

No brilho das telas, te encontro. Corações que se tocam sem tocar.

A distância dissolve-se em sonho. No amor que insistimos em traçar.

Cada mensagem, um afago. Cada chamada, um beijo ao vento. 

Te amar é viver encantado. Em cada instante, um novo momento.

Oh, amor, que sorte a nossa. De sentir tão profundo esse ardor.

Mesmo longe, o amor nos acolhe. Nos envolvendo em calor.

Acreditamos no improvável. No sentimento que transcende a razão.

E, nesse amor virtual e amável. Construímos nosso doce refrão.

Que o futuro traga o encontro. Que nossos olhos possam se ver.

Mas, até lá, em cada sonho. Nosso amor continuará a crescer.


Por Alfredo Guilherme

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      Apostar no Amanhã...

     Apostar no amanhã é viver o reencontro de almas afins? Quem sabe.

     No brilho de um novo amor, num abraço pronto.

     Apostar no amanhã é deixar o passado e recriar o presente, sentindo no agora o amor mais ardente.

     Cada amanhecer é um convite ao inesperado, para encontrar no outro um novo desejo, com promessas reais de um amor renovado em momentos vitais.

     Acreditar no futuro é mais do que sonhar. É viver intensamente, é se entregar ao melhor de você.

     Apostar no amanhã é renovar nossa essência. Quem sabe, um encontro onde encontramos nossa real existência.

      Por Alfredo Guilherme 

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       Em Cada Batida do Coração....

       No jardim dos nossos sonhos. Floresce um amor sem igual, Cada olhar, um universo. Cada toque, um sinal.

       Nos sussurros da noite calma. Encontro paz no teu abraço, Teu riso é melodia. Que embala a vida em compasso.

       És meu sol nas manhãs frias. Meu refúgio na tempestade. Nos teus olhos, vejo estrelas. Nos teus braços, a eternidade.

       Cada beijo, uma promessa. De um amor que não tem fim, Na dança dos nossos dias. Você é começo, meio e enfim.

       Te amo mais do que palavras. Podem um dia expressar. És a minha vida. Meu eterno amanhecer.

       Com você, cada instante. É uma doce celebração. Meu coração é eternamente apaixonado…!!!

      

 Por Alfredo Guilherme 

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quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Crônica: A Janela da Razão.,,



        Dizem que os olhos são a janela da alma. Essa expressão sempre me intrigou, porque sugere que, através dos olhos, podemos enxergar o que se passa dentro de alguém. A verdade é que, para mim, os olhos são mais do que uma simples janela para a alma, eles são a janela da razão. Eles têm o poder de ver mais do que possamos sentir, intuir ou pensar. Será verdade?

        Pensemos por um momento, os olhos não apenas captam imagens, mas também processam informações, identificam padrões, reconhecem expressões e até mesmo desvendam mentiras. Quantas vezes confiamos mais no que vemos do que nos ouvimos? Um sorriso com falsidade, por exemplo, pode ser facilmente desmascarado por olhos atentos. A verdade está nos detalhes que a visão capta, muitas vezes sem que a emoção interfira.

        Eu sempre fui fascinado pela capacidade dos olhos de captarem a complexidade do mundo. Quando observo um pôr do sol, não é apenas a beleza do momento que me toca, mas a percepção de que há uma ciência por trás de cada cor e sombra. A luz se refrata de formas específicas, criando uma paleta de cores que só os olhos podem verdadeiramente apreciar. Isso não é apenas sentimento, é entendimento racional.

        E então, há momentos em que a razão dos olhos supera qualquer outra forma de percepção. Uma vez, enquanto caminhava por uma rua movimentada, vi um casal discutindo. As palavras não chegavam até mim, mas os olhos captaram a tensão nos gestos, a tristeza nos olhares. Pude entender a profundidade daquele conflito, não pelos sons, mas pelo que meus olhos conseguiram perceber. Ali, a razão falou mais alto do que qualquer outro sentido.

        Mas será que os olhos realmente veem tudo? Eles têm suas limitações, claro. Há coisas que se escondem nas sombras, sentimentos que se mascaram por trás de expressões bem treinadas. E é aí que entra a intuição, a capacidade de sentir além do que se vê. Contudo, ainda acredito que a primeira linha de defesa da nossa percepção está nos olhos. Eles são os guardiões da nossa razão, filtrando o mundo e nos ajudando a decifrá-lo de forma lógica.

        Há quem diga que confiar nos olhos é perigoso, que eles podem ser enganados. E é verdade, as ilusões de ótica estão aí para provar isso. Mas, mesmo assim, prefiro acreditar na clareza que eles me trazem. Porque, no final das contas, a razão precisa de um ponto de partida, e esse ponto muitas vezes é visual.

         A cada dia que passa, me pego mais convencido de que os olhos são, de fato, a “janela da razão”. Eles nos permitem não apenas ver, mas compreender, analisar, questionar. São eles que nos dão a chance de olhar para o mundo com uma perspectiva crítica, de enxergar além das aparências e buscar a verdade.

        Então, da próxima vez que olhar para algo, lembre-se de que seus olhos não estão apenas vendo, eles estão raciocinando. Eles estão conectando pontos, formulando hipóteses, desvendando realidades. Porque, no fundo, ver é muito mais do que um ato passivo, é um exercício contínuo de razão.

        Ao final, percebo que os olhos, essa janela tão especial, são muito mais do que simples ferramentas de percepção. São nossos aliados na busca pela compreensão, pela verdade que se esconde nos detalhes e, acima de tudo, pela razão que guia nossas vidas.

         Por Alfredo Guilherme 



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sexta-feira, 19 de julho de 2024

O que os olhos não veem, o coração não sente...

 



Dizem que os olhos, ao fecharem,

Guardam a alma do sofrer

Que ao não ver, não sentem a dor

De tudo aquilo que não puderam ver.

Mas será verdade essa crença antiga

Que ao ignorar, se protege a emoção?

Ou é apenas uma fuga fugaz

Um autoengano do próprio coração?

O amor que se oculta nas sombras

A traição que se esconde no escuro

Ainda ecoam nos cantos da mente

Deixando o peito inseguro.

As injustiças que a vista desvia

A pobreza que se finge não ver

Persistem, mesmo na cegueira

E no peito continuam a bater.

Pois o coração é sábio, sente além da visão

Capta a dor no silêncio, e o não dito

Percebe o que se esconde na ilusão

E carrega o peso do conflito.

Não adianta fechar os olhos

O que não se vê, não deixa de existir

Melhor encarar a verdade, permitir

Que a cura venha ao insistir.

O que os olhos não veem, o coração ainda sente

Pois é no invisível que mora a verdade

A coragem de ver e sentir plenamente

É o caminho para a real liberdade.


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          Papo casual...

         Que frase mais antiga essa né, e o pior sem a mínima noção da verdadeira realidade". O que os olhos não veem, o coração não sente"? Pois é, né? Parece até um mantra de autoajuda para quem quer viver na ignorância. Com respostas tipo, "Ah, não vi, então não tô nem aí!". "Que se dane" "Ou a tradicional os olhos não veem, o coração não sente".  Mas será que funciona mesmo?

        Eu sempre fico pensando nisso. Imagina só, você está no sofá de casa, tranquilão, comendo uma pipoca e assistindo sua série favorita. De repente, você ouve um barulho estranho na cozinha. O seu cãozinho adorado acaba de devorar o seu bife de picanha, que estava descongelando em cima da pia. Aí você pensa: "Ah, o que os olhos não veem, o coração não sente". E continua assistindo a série. 

        Duas horas depois, você vai na cozinha e descobre que aconteceu, era seu cão se fartando na sua picanha ! Aí o coração sente, né? Sente tanto que você quase tem um infarto!, e o seu cãozinho no chão olhando para você piscando os olhinhos balançando a bundinha e o rabinho querendo dizer "Tem mais um bifinho ?".

       E quando é relacionamento, então? Imagina o casal. O cara sai com os amigos e apronta uma ida rapidinha em um motel. Ele pensa... "Se minha mulher não souber, tá tudo bem. O que os olhos não veem, o coração não sente." Aí ele chega em casa, com aquele cheiro de perfume barato da outra, e a mulher pergunta: "Que cheiro é esse?". E ele: "Ah, amor, agora é obrigatório usar aromatizador de ambientes em todos os carros do Uber."

       Mas a mulher é esperta, que só né? Ela tem aquele sexto sentido. Porque, na verdade, o coração sente sim! Ela não viu nada, mas já tá sentindo a testa coçar, acusando que algo está errado. E aí, meu amigo, o bicho pega!, e você vai ter como instrumento de prazer a sua mão por um bom tempo.

       Outro exemplo do, "O que os olhos não veem, o coração não sente", você tá dirigindo vê uma blitz de longe. Aí você pensa... "Puta merda !!, meu licenciamento está atrasado", você tenta fazer um retorno rapidinho, mas não consegue. Minutos depois, você tá no acostamento, sendo parado por um policial com uma carinha simpática mais que vai te ferrar. Parece que o coração vai sair pela boca! Porque o coração sente, sim!

       E na vida real... Quantas vezes a gente fecha os olhos para os problemas? Pensa..."Ah, se eu não ver a conta de luz, ela não existe". Aí chega o corte da energia e o coração sente quando você tá lá, no escuro, procurando uma vela. A verdade é que, por mais que a gente tente ignorar, os problemas não desaparecem.

       E para finalizar, tem aquelas pessoas que ignoram os próprios sentimentos. A pessoa tá mal, deprimida, mas pensa: "Ah, vou ignorar isso e seguir em frente". Aí o coração vai acumulando tudo, e um dia... BUM!!!!. O coração explode, e você tá lá, no divã do terapeuta, falando sobre como ignorar seus sentimentos que te levou a uma crise existencial!

       Portanto, “O que os olhos não veem, o coração não sente” é uma frase que merece reflexão. Talvez seja um consolo momentâneo, uma tentativa de evitar o confronto com a realidade. Mas é apenas uma ilusão. O coração, sábio e profundo, sente tudo. Afinal, é só encarando a realidade de frente que podemos curar as feridas e encontrar uma paz verdadeira, não baseada na ignorância, mas na coragem de ver e sentir tudo o que a vida tem a oferecer.

      Por Alfredo Guilherme



segunda-feira, 15 de julho de 2024

Poetizando casualmente….

 


      A minha noite….

     Em noites de seda e luz. Canta o coração, suave. Nas notas que ao vento conduz. O amor, em melodia suave.

     Nas ruas desertas, reluz. A chama de um olhar perdido. No compasso da alma, traduz. O encanto de um sonho vivido.

     Entre sombras e luzes, um beijo. Que emoldura um doce segredo. O tempo para, o desejo. No ritmo do nosso enredo.

     O vento frio parece orquestrar a canção. De promessas e paixões. Que em versos se deixam sentir.

     Então, dançamos sob as estrelas. No palco eterno da vida, E cada acorde revela. A magia nunca esquecida.

     Em cada acorde, um suspiro. Na cadência da emoção, eu me inspiro. Na eterna canção do coração.

      Por Alfredo Guilherme 

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        Espero o Amanhã…

        Deitado no meu quarto, olhando para o teto. Paredes se fecham, num silêncio inquieto. A saudade de você invade sem fim. Não me deixa viver o melhor de mim.

        As sombras dançam no vazio do olhar. O eco do seu riso, difícil de calar. O tempo parece um amigo cruel. Cada segundo longe, um golpe no meu ser.

       Memórias suas, estrelas no escuro. Iluminam a noite, um sonho puro. Mas o vazio é profundo, um abismo sem fim. A falta de você, um constante jardim no inverno.

      Vejo nosso amor em cada canto. Sussurros de um desejo, um eterno encanto. Sem você, meu mundo é um lamento. Um grito silencioso, perdido no vento.

      Deitado no meu quarto, preso na saudade. Espero o amanhã, com sua doce realidade. Que um dia as paredes voltem a se abrir. E a vida, com você, possa enfim ressurgir.

     Por Alfredo Guilherme 

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        Que me Mate a Saudade…

      Que me mate a saudade por você, amor. E que me faça te pertencer. Nos dias longos e nas noites serenas. Sinto teu toque, ouço tua voz.

      Nos braços do tempo, dançamos juntos. Mesmo que distantes, sentimos a paixão. Cada lembrança, um suave sussurro. Que acalenta meu coração.

     Que a saudade me consuma com doçura. E me leve aos momentos mais queridos. Onde nossos risos são eternos. E nossos sonhos, infinitos.

     Amor, que a distância seja breve. E que logo estejamos lado a lado. Para viver o melhor de nós. Num abraço apertado.

    Que cada dia separado. Seja uma promessa de reencontro. E que a saudade, doce e amarga. Nos mantenha sempre juntos.

    Que me mate a saudade, amor. Mas que me faça viver intensamente. O melhor de nós dois. Para sempre, eternamente.

    Por Alfredo Guilherme 

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     Te Vejo em Cada Luz…

     Te vejo na luz do luar. No brilho suave e prateado. Que acaricia a noite serena. E traz teu rosto amado.

     Te vejo no raio do sol. Que aquece meu despertar. Ilumina meus pensamentos. E faz meu coração pulsar.

     Te vejo nas estrelas cintilantes. Que adornam o vasto céu. Em cada constelação distante. Vejo nosso amor, doce e fiel.

     Te vejo onde o amor alcança. Nos sonhos que se tornam reais. Nos sorrisos que trocamos. Nos momentos especiais.

     Te vejo em cada brisa leve. Que sussurra teu nome ao passar. Em cada flor que desabrocha. Em cada onda do mar.

     Te vejo nos dias ensolarados. E nas noites de luar. Pois onde quer que olhe. Meu amor, eu te vejo e vou te amar.

     Por Alfredo Guilherme 


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