quarta-feira, 27 de março de 2024

Precisa tudo isso ??? ….

 


        Caraca !!!! vocês já repararam como o mundo da linguagem anda evoluindo rápido ?. Tipo, se você não fica de olho nas atualizações, fica perdido, igual a minha vovó tentando entender o que é "cis", e toda essa salada de letras que parece ter saído do alfabeto chamado “ chupa essa manga “vindo lá do Pomar do tio Zizinho.

        Então, senta que lá vem a resenha de hoje ! Imagina só você tentando explicar para a vovó o que é "cis". Primeiro, você solta o "cis", que quer dizer…e ela já olha para você tipo " Que porra é essa ?, me diz é um novo aparelho de surdez ?". Aí você tenta explicar: "Não, vovó, 'cis' é uma pessoa que nasceu com o sexo biológico feminino e se identifica como mulher. Ou nasceu com o sexo biológico masculino e se identifica como homem". 

        E ela ainda tá lá com a expressão confusa, tipo "Ok, mas isso tudo veio de onde? De Marte ?". Vovó !!!... É a mesma coisa quando a senhora escutava lá no interior as ‘parteiras’ dizendo, nasceu um menino homem, ou nasceu uma menina mulher.

         E aí você tenta explicar mais, que "cis" vem do latim, que significa "do mesmo lado". Tipo, você nasceu e ficou no mesmo lado que te designaram, sacou? Mas imagina a cara dela tentando processar tudo isso! Parece que está decifrando hieróglifos!

          E não para por aí! Tem uma lista interminável de termos novos, cada um mais complicado que o outro! É, "não-binário", "genderqueer", “trans”,” sapoisexual”... E ainda tem aquelas siglas gigantes que mais parecem senhas de banco!

          Então, se algum dia vocês se encontrarem em uma conversa com a vovó sobre essas coisas, só peço uma coisa, tenham paciência, porque explicar para ela que "cis" não é nenhum novo aparelho de surdez ou um novo modelo de fogão, ou até um santo remédio para pressão alta, e isso pode levar um tempinho!

            Por Alfredo Guilherme 


segunda-feira, 25 de março de 2024

Crônica: No imaginário...”Fab For” é a Garota de Ipanema…

 


        No cenário efervescente dos anos 1960, onde a música era o elo entre as almas inquietas e os corações apaixonados, algo extraordinário aconteceu em uma tarde ensolarada na praia de Ipanema. Enquanto as ondas acariciavam a areia dourada e o sol dançava no horizonte, uma melodia diferente pairava no ar.

        Era o som dos "Fab Four", (quatro) os lendários Beatles, que, envoltos pela brisa tropical, decidiram homenagear a beleza da música brasileira e a escolhida foi “Garota de Ipanema” a segunda musica mais ouvida, ficando só atrás de Yesterday, com sua música e ritmo inconfundíveis. John, Paul, George e Ringo misturaram seus acordes com os versos suaves de Tom Jobim, e Vinícius de Morais, criando uma sinfonia mágica que ecoava pelos coqueirais e cativava os corações dos que ali estavam presentes.

      Mas a surpresa estava apenas começando. Do outro lado no calçadão da praia, o maestro Tom Jobim, ao piano e a voz poética de Vinícius, deram musicalmente uma resposta criativa e respeitosa, decidindo retribuir a gentileza. Com sua genialidade musical, eles revisitaram as icônicas canções dos Beatles, transformando cada acorde em uma reverência à energia contagiante da juventude e à atmosfera vibrante daquela época única.

E assim, entre acordes de "Garota de Ipanema" e melodias dos "Fab Four", a praia de Ipanema se tornou o palco de um encontro transcendental entre culturas e gerações. O som mágico se estenderam até o cair da noite, embalados pela fusão harmoniosa entre o som dos Beatles e a bossa nova brasileira. E ali, sob o luar cintilante, a música uniu os mundos, celebrando a diversidade e a magia da criação artística. Entre os acordes de "Here Comes the Sun", (Aqui Vem o Sol ) sinto o calor do dia, A batida suave de "Something" ( Algo), nos faz querer dançar na brisa fria, Em "Across the Universe", ( Através do universo), a sensação de voar além dos céus, cada verso de "Let It Be" ( Deixe estar), nos acalmaram, como um abraço dos deuses.

Mas talvez tenha sido em "In My Life" ( Na minha vida), que eu encontrei a conexão, para esse imaginário.



Por Alfredo Guilherme

domingo, 17 de março de 2024

Na suave luz do abajur…




              Na suave luz do abajur dançam pelas pelas paredes, sombras de corpos amantes em um mundo que pode ser chamado de seu, onde o tempo se estica e se dobra ao ritmo da paixão. Com os corpos entrelaçados, como notas em uma sinfonia amorosa, esse é um encontro mágico, onde cada toque é uma promessa de eternidade amorosa.

        O olhar, ardente e profundo, mergulha nos oceanos dos olhos do ser amado, encontrando lá a paz que tanto buscamos. As mãos, ágeis e delicadas, exploram cada centímetro da pele que anseia por mais carícia, e é nesse toque que descobres o segredo da entrega total.

         Os suspiros e gemidos que escapam dos lábios são melodias de prazer, ecoando pelas paredes como uma canção sagrada. E no calor da paixão, te perdes nos labirintos do desejo, guiada pela dança hipnótica dos corpos que se entregam sem reservas.

        Cada palavra com liberdade pelos desejos, não dita é uma declaração de amor silenciosa, que se espalha pelo ar como um doce perfume. E quando enfim te entregas ao êxtase do momento, descobres que o amor verdadeiro não conhece limites, dentro do tempo e do espaço, e é nele que se encontra a morada mais sagrada dentro de quatro paredes onde os corpos se unem em uma dança eterna de amor e entrega.

    Por Alfredo Guilherme 




sábado, 16 de março de 2024

S.O.S … Mar…



         No mar vasto e profundo, onde as ondas dançam ao ritmo do vento, uma sereia solitária agora vive. Seu cabelo outrora reluzente como os raios do sol, agora emaranhado em redes abandonadas e resíduos plásticos. Seus olhos, outrora brilhantes como pérolas, agora refletem a tristeza de um oceano agonizante, ela envelhece.

     Ao lembrar dos dias de glória, quando nadava entre recifes de coral e brincava com os peixes coloridos. Mas esses dias foram substituídos pelo silêncio dos corais mortos e pela solidão que a envolve como uma névoa triste.

     A sereia lamenta pela sua casa, agora poluída e sufocada pelos resíduos da humanidade. Ela sente a dor de cada criatura marinha que sofre com a contaminação e a destruição do seu lar. E enquanto as águas escurecem e o ar se torna pesado com o cheiro de óleo derramado, ela se pergunta se algum dia o mar voltará a brilhar com a pureza e a vida que um dia conheceu.

     Mas mesmo em meio à desolação, a sereia mantém uma chama de esperança em seu coração. Ela acredita na capacidade do ser humano de mudar, de se redimir e de proteger os tesouros que o mar oferece. Enquanto isso ela canta suas canções de lamento, e também de amor pela renovação, na esperança de que um dia o mar será curado tendo a sua beleza restaurada.


    Por Alfredo Guilherme 



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Crônica : Abdômen de tanquinho ?

 


Hoje em dia, perseguir o corpo perfeito depois dos 60 anos é como tentar achar Wi-Fi no meio da floresta Amazônica, o que é desafiador demais e muitas vezes ilusório. E vou dizer para vocês, meu abdômen de tanquinho virou mais uma máquina de lavar com tampa que não fecha direito. Acho que agora posso competir com aquelas barrigas de Chopp da galera do boteco da esquina, que no disfarce machista essa protuberância abdominal é conhecida como “calo sexual” !

Mas fala sério, bicicleta? Pedalar é ótimo, mas a cada volta pelo bairro sinto que estou desafiando as leis da física. As subidas se tornam montanhas como o Pico do Jaraguá, e as descidas parecem com montanha russa, grande atração de parques temáticos, só que sem o cinto de segurança. Às vezes, acho que estou pedalando contra a evolução tecnológica, quem precisa de carros possantes quando temos pedaladas épicas?

E o lado técnico? Comprar tênis caros, roupas adequadas para os exercícios... A única coisa que não me deixou feliz foi meu status bancário! Me deixando no vermelho com tantos gastos. Após uma caminhada leve, meu corpo se transforma em um quebra-cabeça humano, e cada passo é uma peça se encaixando de maneira... interessante, no mínimo.

Queimar algumas calorias extras é sempre bem-vindo, mesmo que meu corpo resista como se estivesse liderando uma rebelião contra a máquina de ganhar dinheiro, academia e a indústria fitness. E sério mesmo ?, entender a moda fitness hoje em dia? Leggings são aceitáveis em qualquer lugar, menos na academia! E a garrafa de água virou um acessório fashion, combinando com as roupas coladas que revelam toda a geografia do corpo feminino pelas ruas do bairro. Deixando os barbados babando, pois, o 'status' de beleza física em casa é outro.

Mas no final das contas, os efeitos negativos são quase esquecidos, assim como o velho coração que parece estar treinando um ataque cardíaco ao perceber a idade. Envelhecer com bom humor e saúde é o que importa, mesmo que minhas pernas reclamem de não fazer caminhadas e pedaladas todos os dias.

Agora falando sério, a vida é curta demais para se preocupar com o corpo perfeito quando ele já está um tanto quanto meio caidinho. Decidi abraçar meu corpo após os 60 anos, mesmo que meu rosto, cotovelo e mãos pareçam mais um mapa rodoviário em alto relevo. Quem sabe, daqui a alguns anos, o padrão de beleza seja ter rugas de tanto sorrir. Afinal, envelhecer é inevitável, mas rir disso tudo é opcional. E eu escolho rir, com ou sem abdômen de tanquinho.

Por Alfredo Guilherme 


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Noites insones…


         Quando me deito, a saudade emerge como uma melodia suave, e a ausência do calor dos seus beijos se torna uma presença viva em mim. Não me acostumo dormir sem a suas carícias, no nosso refúgio de prazer noturno.

      Nas sombras do meu quarto, sua ausência se materializa silenciosa, por debaixo dos lençóis. O espaço ao meu lado clama ansiando pelo seu corpo quente, que se tornou a essência dos meus desejos mais íntimos. 

      Acredite, você persiste em estar na minha mente em cada momento ao me deitar. Chego a sentir você se infiltrar nas minhas sexuais lembranças, transformando-se em uma presença intensa de prazer. 

   Nosso amor, ecoando, continua a pulsar em cada batida do meu coração apaixonado.

       No meu silêncio noturno, encontro consolo na ideia de que, mesmo distante, somos unidos pelo nosso fio invisível de memórias. Talvez porque, o meu coração teima em reviver doces momentos, como se estivéssemos nos amando nas minhas noites insones.

       Por Alfredo Guilherme 



sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Nuvens zombeteiras….



      Na turbulência do voo, enquanto segurava firmemente os braços da poltrona, apesar do aviso antecipado do comandante da aeronave uma mistura de medo e desconforto tomava conta de mim.   

      Olhei pela janela quando eu ia começar rezar para pedir proteção, deparei-me com um espetáculo surreal, nuvens dançando no céu, desenhando formas que pareciam zombar da minha situação naquele instante de extrema aflição. Pareciam me dizer…"Vai tomar no...!!!"

        "Quem mandou você não consultar o seu horóscopo antes de marcar essa viagem !!!!". Eu achei que ia mesmo tomar naquele instante.  Enquanto o avião era sacudido pela turbulência, as nuvens pareciam permanecer imóveis, desafiando a gravidade e desdenhando do movimento caótico ao qual eu estava sendo submetido.   

       Era como se o universo estivesse fazendo um "stand-up comedy nas alturas," onde eu era o alvo principal das piadas.

        Cada sacolejo do avião era acompanhado por uma dança frenética das nuvens, como se estivessem se divertindo com a minha agonia. Enquanto eu tentava manter a calma e me controlar, apesar de uns gritos de pânico de alguns passageiros, que estavam quase se cagando de medo, as nuvens pareciam sorrir ironicamente, como se dissessem: "Relaxe, isso é só um passeio de montanha-russa no céu!"

       Apesar do sufoco da turbulência, não pude deixar de admirar a beleza hipnotizante daquele espetáculo no céu. As nuvens, em sua majestosa indiferença, transmitiam uma sensação de serenidade e tranquilidade, contrastando com o caos que reinava dentro da cabine do avião.

        E assim, entre sacudidas e solavancos, consegui encontrar um momento de calma e contemplação, inspirado pela beleza efêmera das nuvens que desafiavam a gravidade e desdenhavam da agitação que eu acabava de passar neste voo. 

       Talvez, no final das contas, aquele momento de sufoco na turbulência tenha sido apenas mais uma oportunidade para apreciar a grandiosidade do universo e encontrar humor até nos momentos mais desafiadores.

Por Alfredo Guilherme 




segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

MASP… O poder duradouro da arte na experiência humana…

 

Tela : Alfredo Guilherme 

       No majestoso museu do MASP, na Av. Paulista, você tem uma visita extraordinária junto com o seu amor,  entre as inúmeras obras de arte. Os corredores do museu se tornam um palco onde as criações de grandes mestres se unem ao cenário de uma história única, de amor pela arte que vocês compartilham nessa visita.

       Diante das obras inigualáveis de Anita Malfatti, vocês partilham a apreciação por sua ousadia modernista, e essa conexão inspira a liberdade de expressão em seu próprio relacionamento. Dalton Paula, com suas obras provocativas, desperta reflexões sobre as complexidades sociais e raciais, alimentando diálogos significativos entre vocês.

       Entre as pinceladas inovadoras de Picasso, o amor entre vocês vai ganhando novas nuances, assim como as formas cubistas que desafiam a percepção convencional. Ao explorar a obra de Zeferina, uma das primeiras artistas pretas do Brasil, vocês celebrarão a diversidade que honra a herança cultural afro-brasileira.

       Victor Meirelles, por sua vez, imortaliza momentos cruciais da história brasileira, proporcionando uma viagem no tempo e fortalecendo o vínculo de vocês com as raízes do país. As cenas rurais de Almeida Júnior ressoam com a essência da cultura brasileira, enriquecendo o entendimento compartilhado sobre a complexidade do Brasil.

       Enquanto admiram as obras de Henri Matisse, a maestria nas cores incita a apreciação pela beleza intrínseca de suas vidas compartilhadas na arte. 

       Cada peça é uma janela aberta, para vocês entrarem na mente do artista e, por extensão, servir para a compreensão mútua na vasta coleção, podendo ainda admirar, a intensidade das pinceladas de Vincent van Gogh, um gênio que expressou suas emoções de maneira única. Cores e texturas, refletidas nas obras de Tarsila do Amaral, com seu estilo modernista traduz a brasilidade em formas e cores vibrantes. Abdias Nascimento traduz com sua arte a resistência e a celebração da cultura preta.

       O museu transforma-se em mais do que um espaço de contemplação artística, torna-se um cenário onde a magia do amor se entrelaça com a riqueza cultural e estética das esculturas e criações expostas. Nesse contexto único, o relacionamento de vocês vai se transformando em uma obra-prima, em constante evolução afetiva. Essa visita e uma celebração do poder duradouro da arte na experiência humana.

Por Alfredo Guilherme 


O MASP, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, foi idealizado por Assis Chateaubriand, jornalista e empresário brasileiro. Ele foi o fundador e diretor do museu, cuja concepção arquitetônica ficou a cargo da arquiteta italiana Lina Bo Bardi. O museu foi inaugurado em 7 de novembro de 1968.



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Bocas, quando não precisam de palavras…

 

      Após a entrega íntima de corpos, surge o beijo que acalma a trêmula a carne, e a respiração ofegante é a celebração silenciosa que se faz com os lábios, que se tocam na intimidade do amor.     

        Cada toque dos lábios é um bálsamo no toque da língua ternura, uma poesia que se desenha suavemente sobre a pele que ainda arde com o fogo da paixão.
        O beijo é como o epílogo de uma narrativa intensa, onde as palavras já foram ditas e agora são só lábios que sussurram mais promessas e desejos, uma troca silenciosa de "Eu te amo" que não precisa de palavras.
        Nesse momento, tudo se transforma em algo mais íntimo e afetivo.
       É como se os lábios, agora mais calmos, desenhassem um mapa de carinho sobre a pele, mapeando os caminhos trilhados e os que ainda estão por vir.
        E quando os lábios se separam na despedida. É mais que um até breve, onde a despedida é apenas um prelúdio para futuros encontros.
        Nos faz ansiar pelos próximos beijos, em uma reverência ao amor.

        Por Alfredo Guilherme 


segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Poetizando:...!!!!!! Poesia é sol é luz....





Um pouco de medo

Não tenho medo da solidão

Tenho medo que não respondas

nem escutes

nunca mais

tenho medo da distância

das palavras não ditas

nem ouvidas

tenho medo que o dia acabe 

e receio que não me escrevas

nunca mais

tenho medo que o escuro da noite

apague você de vez

tenho medo que não venhas mais 

enquanto o sono não chega

tenho medo que você se ausente

pra sempre dos meus pensamentos

E que seja verdade,

O medo da solidão.


Por Marta Solyszko  



Em meu novo olhar, despeço-me do sombrio, acolho a luz que resplandece no amanhecer. Rompi as correntes do negativo que habitava em mim, me transformando na metamorfose da esperança.

Cada passo, uma celebração de cores vibrantes que antes permaneciam ocultas. Liberto-me das sombras para abraçar o fulgor de um novo dia.

Ao espelhar-me, descubro a arte de redefinir-me, como um quadro em constante evolução. As pinceladas do otimismo redefinem meu contorno, moldando uma narrativa onde a positividade é protagonista.

No espelho da existência, reflete agora a serenidade de quem deixou para trás o peso do passado.

Assim, meu novo visual é uma sinfonia de cores, uma poesia em movimento, que conta a história de uma alma que renasce na luz que eu mesma descobri.

Por Lêle




     Sentimental eu sou, nós versos do nosso viver

Um amor com emoções, é assim que escolhi viver
Você é a musa dos meus versos, desperta em mim…
A Poesia que ecoa com sabor igual, ao nosso amor.

Meu coração, um poema sonhador
Nas rimas românticas, encontro o seu ardor
Sonhar é romântico, e assim eu sigo
Versando para quem me ama.

Se você achar alguém como eu encontrei
Pode ser até natural
Mais ficar como eu fiquei
Apaixonado, aí já é outra história.

Encontre alguém, como eu encontrei
Verá que a sentimentalidade é o que uni ao amor
Sentimental eu sou
E quem achar alguém, como eu encontrei
Sentirá no coração a felicidade no amor.

Por Alfredo Guilherme 


Nas asas da emoção, minha alma voa

E balbucio versos de um amor que ecoa Minha voz se ergue Para falar da paixão, que em mim se abrigou

Oh, amor! Doce tormento que me consome Como um fogo eterno que queima no peito amante Sou prisioneiro de teus encantos divinos E em versos trêmulos exprimo nossos destinos

Meus lábios trêmulos, tão cheios de desejo Proferem palavras que fluem em lampejo És minha musa, meu motivo e minha razão A inspiração que dá vida à mais linda canção

Nas curvas de teu sorriso encontro meu abrigo Em teu olhar enigmático, vejo o perigo És um enigma, a ser decifrado E em cada verso meu, tua essência me cativa

Ah, amor! Quão vasto és em tua dimensão Em tuas asas de afeto, me entrego por completo

Mesmo que minhas palavras sejam um balbuciar No meu coração, és só poesia

És a minha rima simples, imperfeita e singela Que ela possa te alcançar, amor, te acariciando como pétalas de rosa E que neste balbuciar, mesmo que sem perfeição Eu possa expressar o amor em toda sua intensidade e emoção

Por Alfredo Guilherme


domingo, 21 de janeiro de 2024

Parque das Ruínas...RJ




       Na efervescente "Belle Époque" carioca, os salões de Laurinda Santos Lobo na década de 1920, ponto de encontro do Modernismo, eram verdadeiros oásis de encanto e sofisticação. Em sua casa, situada no coração de Santa Teresa, a elite cultural se reunia em saraus memoráveis, onde música, poesia e dança se entrelaçavam em uma sinfonia de elegância.

    A cada dia 4 da temporada carioca, o local se transformava em um palco de celebração, onde convidados ilustres, incluindo figuras internacionais como a bailarina Isadora Duncan e o renomado escritor francês Anatole France, contribuíam para a magia da noite. A capital da República, então no Rio de Janeiro, vibrava com a energia dos salões de Laurinda, que se tornou conhecida como a "Marechala da Elegância", título conferido por João do Rio em suas crônicas, herdeira multimilionária usava safiras negras se trajasse preto, rubis da Birmânia se vestisse vermelho e esmeraldas se trajasse verde.

     A atmosfera boêmia da época era intensificada pela presença constante de personalidades, como Tarsila do Amaral, Villa-Lobos, que homenageou Laurinda com a composição "Quattour - Impressões da Vida Mundana". Laurinda era não apenas anfitriã, mas também uma figura marcante nos círculos culturais e artísticos da cidade.

     Ao contemplar a vista deslumbrante de Santa Teresa, os frequentadores desses salões experimentavam uma sensação única de pertencimento a um mundo de requinte e cultura. A saudade desses tempos ressoa como um suspiro nostálgico, um eco das noites luminosas e inesquecíveis que moldaram a "Belle Époque" carioca.

A história conta que...    
(Um conto criado)

Entre os frequentadores assíduos dos saraus de Laurinda, destaca-se a figura enigmática de Octávio Montenegro, um boêmio sofisticado e sedutor que viveu o ápice de sua vida noturna nos salões desta mansão imponente em Santa Teresa.

Octávio, conhecido como "O Dandy da Belle Époque", personificava o charme e a irreverência da sociedade privilegiada carioca da época. Com seus ternos impecáveis e cartola sempre à mão, ele dançava ao som das valsas de Villa-Lobos, conquistando corações com seu sorriso cativante e palavras eloquentes, dizem até que ele teria tido um affaire com a bailarina americana Isadora Duncan em visita a mansão de Laurinda.

Em cada sarau, Octávio era o epicentro das conversas animadas e das anedotas picantes. Sua presença era aguardada com expectativa, pois ele sabia como transformar cada noite em uma experiência memorável. Admirador das artes e conhecedor da alta sociedade, Octávio Montenegro circulava entre poetas, artistas e intelectuais, deixando um rastro de fascinação por onde passava.

Seus relatos sobre as noites vividas nos salões de Laurinda eram quase lendários. Apreciador da efervescência cultural e da liberdade da "Belle Époque", Octávio tornou-se uma lenda na boemia carioca, sua presença elevando cada encontro a uma celebração única.

Nas sombras da "Belle Époque", Octávio Montenegro viu seu coração ser roubado pela enigmática polonesa, batizada carinhosamente como Zofia. Seus olhos de mistério escondiam segredos que Octávio estava ansioso para desvendar.

Em uma noite de paixão sob o teto desse  santuário do amor, enquanto a luz da lua dançava pela janela, Octávio pegou sua caneta de pena e escreveu um poema na pele macia de Zofia.

   "À luz lunar que nos acaricia. 
   Teu nome é uma melodia.
   Nos lençóis da noite, nossos segredos.
   Em teus braços, meu único enredo.
   Zofia, nosso amor, uma promessa.
   Na penumbra, teu olhar encanta.
   Como a lua que dança."

Com cada palavra escrita, Octávio eternizava o ardor da paixão vivida naqueles momentos íntimos.

  Zofia, que compartilhava o mesmo desejo pela liberdade e pela poesia da vida, sorria e seus olhos verdes brilhavam ao sentir a tinta da caneta tocando sua pele.

Essa história de amor clandestino, enraizada na atmosfera luxuriosa da "Belle Époque", tornou-se uma lenda entre as paredes da mansão. A lua testemunhou seus suspiros e juras sussurradas, e o poema na pele de Zofia se tornou uma testemunha silenciosa daquela paixão arrebatadora.

Hoje, ao olhar as ruínas que testemunharam seus dias de esplendor, a imagem de Octávio Montenegro permanece viva, como um espectro charmoso que dançou pelos corredores da história noturna carioca, deixando para trás o perfume de uma era encantadora.

Por Alfredo Guilherme 



Vale a pena visitar….

Hoje, o legado de Laurinda Santos Lobo persiste nas ruínas que testemunharam sua grandiosa história. O Parque das Ruínas, erguido sobre sua antiga mansão, o Palacete Murtinho Nobre, erguido em 1898, é mais do que um testemunho do passado; é um convite para reviver, mesmo que por um instante, a beleza da vida boêmia e mundana que caracterizou aqueles tempos dourados no Rio de Janeiro.

      As Ruínas abrigam diversas atividades culturais, como exposições, espetáculos teatrais, shows e eventos. Além disso, o parque conta com uma estrutura que inclui um mirante, jardins e espaços para contemplação, e para fotos espetaculares em seu interior principalmente ao cair da tarde, tem um teatro, tornando-se um ponto turístico e cultural bastante apreciado pelos cariocas e visitantes. Localizado no bairro de Santa Teresa. O local oferece uma vista panorâmica espetacular da cidade e da Baía de Guanabara.



sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Diário de família… Minha neta...

       Numa tarde descontraída, eu revendo o primeiro filme da série, na época no vídeo cassete, de Guerra nas Estrelas ( Star Wars), a minha neta Letícia sentada no tapete na minha frente brincando de fazer comidinha com a mini cozinha que ela tinha acabado de ganhar do seu padrinho, por uns instantes ela parou a brincadeira e fixou o olhar de curiosidade na televisão, puxou a barra da minha calça, me questionando, com um sorriso de curiosidade: " Vô… Qual é o segredo para se tornar uma astronauta gourmet? ". Olhei para ela com caras e bocas de entendido na área de culinária espacial, dei pausa no vídeo encarei o desafio da pergunta com uma expressão Googleniana, respondi…

     - Ah, minha querida neta, ser uma astronauta gourmet é uma jornada cósmica de sabores intergalácticos. Primeiro, você precisa dominar a culinária espacial, onde cada ingrediente flutua delicadamente. Panelas aderentes são essenciais quando sua receita está à mercê da gravidade zero.

      Ao deslizar entre as estrelas, não podemos esquecer a importância do tempero. Afinal, quem quer um jantar sem graça nas fronteiras do universo? Então, lá está você, misturando pimenta cósmica e sal galáctico para uma explosão de sabores que desafiará até mesmo as constelações.

     Ah, mas não se esqueça do vinho! Uma astronauta gourmet sempre carrega uma garrafa do melhor néctar interestelar. Afinal, a vida é muito curta para beber vinho de má qualidade, especialmente quando se está flutuando no vazio do espaço.

      Em cada refeição, você se torna uma verdadeira artista pintando comestíveis no quadro negro do cosmos. Portanto, minha neta, o segredo é simples, misturar a ciência da culinária com a magia das estrelas e servir com um toque de extravagância cósmica.

     Ela ficou parada por instantes me olhando fixamente nos meus olhos - Vô só mais uma pergunta!! - E qual é a pergunta… - Vô... Qual o animal mais antigo? Olhei para a televisão com a imagem congelada mais com um magnífico colorido,  respondi… Com um tom sútil e um humor fraterno … ‘A Zebra, pois ela até hoje está em preto e branco’.


     Um salve !!! Para todos os avós sempre desempenhando frequentemente papéis especiais na vida de seus netos, oferecendo amor, sabedoria e memórias duradouras.


Por Alfredo Guilherme 


terça-feira, 16 de janeiro de 2024

O quarto…

 


     Nos cantos e recantos do amor, em sua beleza íntima e sensual, te encontro. Sob a luz tênue da paixão, desvendamos o mistério que se tece entre peles ansiosas, onde cada toque é um verso, e cada suspiro, vem de um beijo apaixonado.

      No alcance das sombras, descobrimos o palco secreto onde o amor se expressa, entre lençóis que testemunham nossos desejos mais profundos. Teus olhos, viram estrelas que iluminam no nosso refúgio, refletem a intensidade do fogo que arde em nossos corpos.

      E é neles que traçamos mapas inexplorados, desbravando terras desconhecidas do prazer. Os sussurros, são como melodias sensuais, ecoam nos cantos desse íntimo lugar, onde o amor se manifesta na mais pura razão de ser.

      No recanto do amor, somos poetas ousados, escrevendo versos ardentes com nossos corpos entrelaçados. À noite, cúmplice silenciosa, guarda nossos segredos nesse santuário de desejos.

      Onde a sexualidade se revela nos cantos escondidos, nos recantos onde o desejo e paixão vagueiam livremente. E assim, nesse palácio de prazeres, tu e eu nos perdemos, explorando os limites do amor, que só pertence a nós dois.

Por Alfredo Guilherme 



segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Martin Luther King Jr... Eu tenho um sonho...



      Martin Luther King, o ícone indomável na luta contra o racismo, permanece como uma luz guia na história da igualdade. Sua voz ressoa como um tributo à coragem e à determinação, transcendendo o tempo e inspirando gerações.

King, líder visionário, proferiu palavras que se tornaram hinos da resistência e da busca por justiça. Seu sonho de um mundo onde as pessoas seriam julgadas pelo conteúdo de seu caráter ecoa como um chamado eterno à humanidade.

Ele caminhou corajosamente na linha de frente da luta pelos direitos civis, enfrentando a intolerância com uma dignidade inabalável. King foi um arauto da não violência, transformando o sofrimento em força e as adversidades em degraus para a liberdade.

Seu legado vai além da conquista de direitos civis, é um testemunho da resistência pacífica como uma força transformadora. King desafiou não apenas leis discriminatórias, mas também as barreiras invisíveis que se erguem em corações e mentes.

Ao honrar Martin Luther King, reconhecemos a necessidade contínua de combater o racismo e promover a igualdade. Seu exemplo é um lembrete de que, apesar dos desafios, a esperança, a justiça e o amor são forças imparáveis.

King não apenas sonhou com um futuro melhor, mas arregaçou as mangas para construí-lo. Seu tributo vive não apenas em monumentos, mas em cada passo dado em direção à igualdade, em cada voz levantada contra a injustiça.

No Brasil, a forma de racismo que impera é o preconceito de marca. Uma pessoa que apresenta traços negroides e características comuns a pessoas pretas sofrerá preconceito racial no Brasil.

Assim, a minha homenagem a Martin Luther King Jr, um gigante que nos lembra que a luta pela igualdade é uma jornada coletiva, uma trilha que cada um de nós é chamado a percorrer. Que seu legado continue a nos inspirar a construir um mundo onde a justiça floresça e o respeito pela diversidade seja a norma.

Por Alfredo Guilherme